Ainda sou do tempo

domingo, 18 de fevereiro de 2018

... destas Balanças de Mercearia

domingo, fevereiro 18, 2018 0
... destas Balanças de Mercearia

O meu primeiro trabalho, no começo dos anos 90, foi na drogaria do Seu Joaquim em Alvide, e nela ainda existia uma destas balanças, onde eu pesava e separava os sacos de milho e a ração para animais.

Uma balança que já conhecia, de ver na mercearia do bairro e que sempre achei alguma piada. Todo o pormenor de se estar ali a colocar algo, e estar com atenção ao ponteiro da balança, das unidades de peso estarem ali todas bem enumeradas, era algo que fazia parte integrante de uma visita a alguns estabelecimentos comerciais.

Também via isto na praça, umas mais antigas, outras um pouco mais modernas, mas todas usando o mesmo conceito, colocar o artigo a pesar num dos pratos e ver o outro a subir ligeiramente nuns modelos, e em outros apenas um dos pratos servia para algo.











sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

... de andar em cima do telhado a ajustar a antena

sexta-feira, fevereiro 16, 2018 0
... de andar em cima do telhado a ajustar a antena


Nos anos 80, era ainda comum ter que subir ao telhado para mexer na antena de televisão e tentar melhorar a imagem. Na minha rua isso era uma constante, e volta e meia lá tinha o meu pai que subir ao telhado e andar a gritar, a perguntar se já estava melhor.

O vizinho que morava no fundo da rua, que era a descer, era conhecido por ter uma antena gigante, de modo a tentar contornar essa dificuldade que tínhamos. Mas penso que quase todos se recordam desses momentos, dos "está melhor?" "melhorou?" e alguém dentro de casa a colaborar, respondendo o que conseguia.

Ainda se fez disto nos anos 90, e isto porque era complicado apanhar o Canal 4 (hoje TVI), e na minha casa aparecia cheia de "fantasmas" e com alguma "chuva". Quem mais se lembra disto?











segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

... dos Centurions (Centuriões)

segunda-feira, fevereiro 12, 2018 0
... dos Centurions (Centuriões)

No começo dos anos 90, a RTP2 transmitia alguns desenhos animados no começo da tarde, diferentes do que estávamos habituados e cheios de acção e aventura. Os Centurions faziam parte desse lote, transmitidos às quintas-feiras, e que mostrava uma equipa de três heróis, cada um com a sua especialidade, a proteger a terra de um terrível vilão.

Eu era um fã da série Captain Power and the Soldiers of the Futre, e por isso apaixonei-me por estes desenhos animados que tinham muita coisa em semelhante. Ambos enfrentavam ciborgues, usavam armaduras e cada um tinha a sua especialidade, para além de usarem gritos de guerra muito parecidos. Na série era "Power On!", aqui era "Power Extreme", que surgia quando se transformavam, quando o armamento necessário era acoplado aos seus exoesqueletos.

Ted Pedersen criou todo o conceito do programa, lançando primeiro uma mini temporada com 5 episódios, e logo de seguida foram lançados mais 60 episódios, entre 1986/87. Por cá foi transmitido pela RTP2, a partir de 5 de Abril de 1990, pelas 16h, ao contrário do que pensava (e quase tinha certeza) de que fazia parte de uma série de desenhos que eram transmitidos pela hora de almoço. Mas segundo o Enciclopédia de cromos, foi pelas 16h que foram transmitidos.


O design, e muitos dos conceitos utilizados pela série, tiveram o apoio de duas lendas dos comics Norte-Americanos, Jack Kirby e Gil Kane. Apesar disso, a animação não me apelava totalmente, tinha ficado a cargo da Ruby-spears, e eu não era especialmente fã dos desenhos produzidos por eles, as suas cores eram demasiado berrantes para mim.

Tinham o apoio de uma colaboradora, a Crystal Kane, que ficava num satélite, uma estação espacial chamada de Sky Vault, e era daí que entrava em contacto com os três heróis que depois recebiam as armas necessárias às suas missões, com uma tecnologia futurista que encaixava isso nas protuberâncias das suas armaduras.

A equipa era composta por 3 elementos, cada um com uma especialidade.

Max Ray era o líder da equipa e o especialista nas operações aquáticas. Vestia um fato verde e tinha um bigode à Magnum PI, que o incumbia de uma maior masculinidade e virilidade.

Jack Rockwell era o expert nas operações terrestres, vestia um fato amarelo e era o típico Americano, pronto para a guerra.

Ace McCloud era o especialista nas missões aéreas e o Ladies man da equipa. Vestia um fato azul e lembrava o Han Solo com a sua arrogância e coragem nas manobras aéreas.

Esta equipa, armada com inúmeras armas, era a maior linha de defesa contra a ameaça do Cyborg Dr. Terror e o seu assecla, também Cyborg, Hacker. Estes eram os típicos vilões, maus e estúpidos que queriam dominar o mundo mas nem conseguiam vencer uma simples batalha.




Muitos tiros e muita acção, que ajudava a prender a atenção de um jovem rapaz nos anos 90, mas ainda tínhamos que levar com aquela moral típica destes desenhos, no final de cada episódio. Existia banda desenhada e bonecos baseados na série, mas nem um nem outro foram lançados por cá, apesar de ter desejado ter um dos bonecos, mesmo que já não tivesse idade para isso.

Mais para a frente entraram mais dois membros novos, mas sem muito carisma e apelo, e nem me recordo muito bem deles, nem se chegou a ser transmitido por cá. Continuo com boas memórias disto, ansiava para ver qual seria o acessório, e arma, a ser usado por eles, e como aquilo se acoplava perfeitamente e ficava de uma forma que parecia que fazia parte do corpo deles.

Quem mais era fã?












sábado, 10 de fevereiro de 2018

... das Máscaras de Plástico (Caraças) no Carnaval

sábado, fevereiro 10, 2018 0
... das Máscaras de Plástico (Caraças) no Carnaval


Uma maneira rápida, e económica, de nos mascararmos noutros tempos, era o de usar uma simples máscara de plástico que tapava por completo o nosso rosto, criando uma nova cara. Lembro-me bem de usar várias, o desconforto do elástico a prender a máscara na nossa cabeça. da rigidez do plástico e de como passado algum tempo tínhamos que a ir tirando, por causa do suor e dificuldade em respirar.

Penso que também chamavam isto de Caraças, usei várias de índios, parecidas com a da foto, de super heróis e de monstros e afins. Devia ser algo muito económico, havia umas mais finas que outras e que se partiam em três tempos. Quem usou disto?



















terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

... das Casinhas do Tempo

terça-feira, fevereiro 06, 2018 0
... das Casinhas do Tempo

Já aqui falei do Galo Meteorológico, que mudava de cor conforme o tempo, e agora recordo de outro método original para saber como estava a temperatura, estas Casinhas do Tempo. Formadas por um casal, sabíamos a diferença entre o tempo húmido e seco, dependendo de quem estivesse da parte de fora da casinha. Se fosse tempo seco saía a mulher, se fosse húmido, saía o homem. Quem teve uma destas? Primeira foto veio da colecção pessoal de Ana Trindade.














segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

... dos Brincos da Matutano

segunda-feira, fevereiro 05, 2018 0
... dos Brincos da Matutano

Quem se lembra deste brinde da Matutano? Uma colecção de brincos de plástico coloridos, que fez a delícia de muitas meninas nos anos 90. Foto da (espantosa) colecção pessoal do Hugo Fernandes, presente no artigo do NIT.




















quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

... do Nápoles dos anos 80

quarta-feira, janeiro 31, 2018 0
... do Nápoles dos anos 80

Volto ao Calcio, desta feita para relembrar o Nápoles, que nos anos 80 foi uma das equipas mais fortes do campeonato Italiano. Para isso, muito contribuiu a chegada do Diego Maradona, que secundado por jogadores como Carnevale, Alemão e Careca, ajudou o clube a vencer uma Taça Uefa e dois campeonatos italianos.

Na temporada de 1983/84, Corrado Ferlaino pegou de novo no Nápoles (já tinha sido presidente por duas vezes), e depois de uma primeira temporada em que quase desceram de divisão, tudo mudou com a contratação da jovem estrela Diego Armando Maradona. Depois de cair em desgraça em Espanha, com o Barcelona a deixar de acreditar no astro argentino, Maradona chegou a Itália como uma verdadeira estrela. Um mar de gente esperava o jogador no estádio San Paolo,  a depositar as suas esperanças naquele que já era considerado um dos melhores do mundo, e com vontade de provar o seu valor, não demorou a que ajudasse o clube a inverter os resultados, e a começar a subir na tabela classificativa.

Dos lugares a roçar a relegação para um 5º lugar, foram assim as duas primeiras temporadas em Nápoles, com o clube orientado por Ottavio Bianchi a começar a ser visto de outra forma, com a ajuda de jogadores como Maradona, Ciro Ferrara e De Napoli. Com o argentino como capitão de equipe, os celestes venceram pela primeira vez o campeonato na sua terceira temporada, com um ataque demolidor, com nomes como Carnevale e Giordano a ajudarem El Pibe.


Essa conquista foi apoiada pelos seus adeptos, com o clube a terminar a temporada invencível em casa e ainda a conseguir a Taça de Itália, colocando o país em delírio, por ver uma equipa do sul a destronar o poderio do norte. Mas foi no ano seguinte que o clube começou a atingir uma outra dimensão, coma  chegada do brasileiro Careca para o ataque.

O ataque ganhou o apelido de MAGICA, pegando nas iniciais dos seus atacantes, Maradona, Giordano e Careca (que mesmo quando não jogava era substituído por Carnevale e a alcunha continuava a ser válida). Mesmo assim não conseguiram o bicampeonato, ficando dois pontos atrás do Milão, que combatia o poderio atacante deste plantel, com uma defesa sólida e sóbria. Foi a derrota por 3-2 em casa que deu o título aos Rossoneri, mas que não abalou a fé dos do sul.

O clube foi contratar mais um brasileiro, o médio Alemão, que combinava em beleza com o compatriota Careca, ajudando este a marcar 19 golos na sua primeira temporada juntos. Mesmo assim não foi o suficiente para chegar ao 1º lugar, ficando de novo em segundo, desta feita atrás do Inter. Mas eram os jogos contra o Milão que paravam o país, e mesmo o mundo, com as duas maiores equipas da altura a travarem verdadeiros duelos. Na Europa, o clube conseguiu um feito inédito, vencer a Taça Uefa.


Na caminhada para a final, enfrentaram alguns dos maiores clubes da Europa, como foi o épico confronto com a Juventus nos quartos de final. No duelo Platini-Maradona, foi o argentino a levar a melhor, quando depois de perderem a primeira mão em Turim por 2-0, conseguiram dar a volta num estádio cheio, vencendo a Vecchia Signora por 3-0. Teve ainda uma meia final com o Bayern de Munique, antes de chegar à final (na altura em 2 mãos) onde defrontou o Estugarda.

2-1 em casa e um empate a 3 bolas na Alemanha foi o suficiente, e deu o alento necessário para que o clube voltasse ao seu país e se sagrasse de novo campeão. Maradona voltou a ser de novo o melhor marcador do clube, secundado pro Careca e Carnevale, e os celestes terminaram assim à frente dos rivais do Milão, desta feita foram eles que ficaram em primeiro com uma vantagem de dois pontos apenas. Uma época de estreia em grande para o novo treinador, Alberto Bigon.

Foi o fim de um plantel de qualidade, que era coeso e unido, com nomes como Ciro Ferrara e Cenica a darem consistência na defesa, De Napoli, Alemão e Crippa tratavam do meio campo e no ataque sobejava atacantes com faro de golo, Careca, Carnevale, Maradona, Giordano e um jovem chamado Zola. O começo da década de 90 trouxe a desgraça para Maradona, que após falhar um teste anti dopping, viu-se envolvido com as autoridades por alegadas ligações à Máfia napolitana.


Carnevale deixou o clube nessa ocasião também, e a equipa teve assim a sua pior classificação em anos, terminando num decepcionante 8º lugar. No ano seguinte a coisa melhorou e chegaram a um quarto lugar, mas essa década foi marcada pelo poderoso Milão, e outras equipas começaram a aparecer, ficando um Nápoles longe dos seus tempos de glória.

Lembro-me de vibrar com esta equipa, de os ver a jogar contra o Sporting e de como o clube português deu luta a um dos maiores de Itália. Foi mesmo uma época dourada para todos os que gostam deste desporto.