Ainda sou do tempo

quinta-feira, 19 de abril de 2018

... do programa Cantigas da Rua

quinta-feira, abril 19, 2018 0
... do programa Cantigas da Rua

Em 1996 a SIC decide investir num programa de verão, e assim apareceu o Cantigas da Rua. Esteve três anos no ar, percorrendo o nosso país e permitindo que desconhecidos subissem ao palco, e mostrassem os seus dotes vocais.

Na segunda metade da década de 90, os bares de karaoke estavam na moda, e a SIC decide capitalizar isso, lançando um programa que se tratava na verdade de deixar desconhecidos fazerem karaoke, à frente de centenas de pessoas.

Miguel Ângelo, o conhecido vocalista dos Delfins, foi o escolhido para apresentar, algo que fazia lógica, quer pela sua posição no mundo da música, quer pelo facto de que os Delfins estavam também em grande, e aproveitava-se assim a popularidade do apresentador.

Esteve no ar até 1999, num total de 48 programas, que tinham cerca de uma hora de duração. Era apresentado em horário nobre, e percorria o país todo, sendo apresentado nas praças de vilas e cidades bem conhecidas, com centenas de pessoas a aparecerem e tornarem aquilo numa espécie de concerto de desconhecidos.




No programa, os concorrentes iam subindo ao palco para cantar a sua música, a parte diferente consistia no facto de que eram sempre três a partilhar uma canção, que era assim dividida em 3 partes. Isso chegou a originar algumas situações caricatas, como aqueles que se recusavam a passar o microfone ao outro, chegando a ter que sofrer a intervenção por parte do apresentador, ou então quando esta acabava, tentavam continuar a cantar e assim ficar mais um tempo em palco.

Por ali passaram nomes, na altura desconhecidos, como Luciana Abreu e Fernando Rocha, e como em todos os programas musicais daquele tempo, existiam sempre algumas músicas a serem repetidas de semana a semana (ou os mesmos artistas).

Quando Miguel Ângelo abandonou o programa, foi José Figueiras o eleito, tendo cumprido muito bem o seu papel e mantendo o mesmo estilo de apresentação que algo deste género necessitava.



















... destes frascos com rebuçados nas mercearias

quinta-feira, abril 19, 2018 0
... destes frascos com rebuçados nas mercearias

Lembram-se de ir comprar rebuçados às mercearias, e de tirarem de dentro de jarros como este? Normalmente era com o troco das compras que tínhamos ido fazer para os nossos familiares, e dava sempre para levar uma mão cheia destes doces.


quarta-feira, 18 de abril de 2018

... do Totoloto

quarta-feira, abril 18, 2018 0
... do Totoloto

Apesar de ter surgido bem depois do Totobola, o Totoloto era o jogo de eleição nos anos 90. Quase todos nós preenchemos alguns números nos boletins dos nossos pais, e lembro-me tanto de ir entregá-los ao café do bairro, como de ir levantar prémios a uma papelaria lá do bairro.

Com o Totobola a perder alguma popularidade, e por se tratar de um jogo de apostas que atraía maioritariamente só elementos do sexo masculino, urgia criar algo que atraísse mais apostadores e mais receitas. Em 1982 é feito então um decreto de lei, aprovando a criação do Totoloto, e em 1985 a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa começa então a sua exploração.

Foram distribuídos cerca de 15 milhões de boletins, que esgotaram e não foram suficientes para a procura que houve. O primeiro sorteio foi transmitido pela RTP, a 30 de Março de 1985, e tornou-se parte de uma tradição que perdurou por anos. Todos os Sábados, pelas 19h45, era transmitido o sorteio deste jogo, que teve um momento sui generis a 6 de Janeiro de 1996, quando saiu a bola 0, apesar de só deverem estar a sorteio as bolas de 1 a 49. Um ano antes, o mágico Luís de Matos apareceu no telejornal a adivinhar o sorteio da semana seguinte.

O primeiro prémio foi de 18.682.341,30 escudos, e tornou-se um jogo que encantou jovens e velhos, homens e mulheres, já que não era preciso nenhum conhecimento especial para poder jogar isto. O jogo era tipo Loto, e as probabilidades de vencer eram poucas, mas isso não impedia ninguém de apostar. O primeiro concurso saiu a um casal, que deu a cara, e a um anónimo.

Foto do blog capicuasdojota

O boletim foi sofrendo algumas alterações, as 10 grelhas foram-se mantendo, mas o esquema de 6 números passou de 45 números a escolher para 47 em 1988, e pouco tempo depois para 49. A dada altura podia também ser aproveitado para um sorteio à segunda-feira, e depois criou-se outro número, que era o Joker.

Nos anos 80 e 90 era o jogo mais popular nos cafés e papelarias, todos queriam fazer uma aposta, e era comum pedir aos mais novos para preencher alguns números. Lembro-me que o meu pai tinha um esquema, uma chave que ele usava de forma metódica e regular, e que lhe saíam bastantes 3, ou seja acertava 3 números, que dava um prémio sempre a rondar os 100 e tal escudos.

Sei disso, porque o meu pai deixava-me ir levantar isto à papelaria, e eu ia juntando e depois comprava algo para mim. Quem mais se lembra do sorteio? É fácil, é barato, e dá milhões.










terça-feira, 17 de abril de 2018

... dos produtos Studio Line da L'óreal

terça-feira, abril 17, 2018 0
... dos produtos Studio Line da L'óreal

Foi um dos produtos mais populares da década de 90, com um anúncio que fez com que também os portugueses aderissem a esta linha da L'óreal.

O slogan "Porque eu mereço" da L'óreal, existe desde 1971, mas por cá teve mais impacto nos anos 80, e no final dessa década foi lançado uma linha de produtos chamada de Studio Line. Os anúncios televisivos fizeram sucesso, e Portugal começava a ganhar o hábito de encher o cabelo de gel, e este foi um dos principais responsáveis por isso.

Quem usou?










sábado, 14 de abril de 2018

... dos Cubos Moldura de fotos

sábado, abril 14, 2018 0
... dos Cubos Moldura de fotos

sexta-feira, 13 de abril de 2018

... do Gil da Expo 98

sexta-feira, abril 13, 2018 0
... do Gil da Expo 98

A Expo 98 faz 20 anos, e é altura de começar a recordar por aqui aquele que foi um dos eventos mais importantes para Portugal no Século XX. A mascote do Gil, tornou-se um dos símbolos da exposição, o boneco ganhou uma vida própria, e por isso começo por aqui as memórias da Expo.

Foi feito um concurso que recebeu cerca de 310 propostas para a mascote do evento, com a escolha a recair sobre um ser azul claro, com a cabeça a fazer lembrar uma onda, concebida pelo pintor António Modesto e o escultor Artur Moreira.

Também o nome foi escolhido via concurso, que envolveu escolas de todo o país, e o vencedor acabou por ser o rapaz com 10 anos chamado José Luís Coelho, que recebeu entradas para a família toda, para poderem visitar a exposição todos os dias, e ele foi um dos convidados de honra na inauguração.

O nome Gil, foi em homenagem ao navegador Gil Eanes, e foi colocado num dos tabuleiros principais da exposição e tornou-se um sucesso de merchandising. T-shirts, porta-chaves, bonecos, apareceu de tudo um pouco, e em 1999 foi criada uma fundação, que se dedica a ajudar as crianças em necessidade, e que ficou com o mesmo nome da mascote.


















quinta-feira, 12 de abril de 2018

... do Pedro Barbosa

quinta-feira, abril 12, 2018 0
... do Pedro Barbosa

Pedro Barbosa foi um dos meus jogadores preferidos, e para mim um dos símbolos do Sporting, nas 10 temporadas que passou em Alvalade. Decidiu alguns jogos, podia ter decidido ainda mais, e a sua técnica e forma de jogar encantava tudo e todos.

Pedro Alexandre Santos Barbosa nasceu a 6 de Agosto de 1970, em Gondomar, começando a jogar aos 13 anos no CA Rio Tinto, antes de assinar pelos júniores do FC Porto em 1987. Esteve na invicta apenas três anos, indo se estrear profissionalmente no Freamunde, no final da década de 80.

Em 1991 assina pelo Vitória de Guimarães e é aí que começa a dar verdadeiramente nas vistas, começando a ser chamado para a selecção nacional, onde tentava ganhar o seu lugar numa equipa que tinha nomes como Figo, Rui Costa e João Vieira Pinto entre outros. Dono de uma excelente visão de jogo, e uma técnica acima da média, o jogador encantava fãs, colegas e treinadores, com Quinito a afirmar um dia que, "Se pudesse, comprava-o só para o ver a jogar no quintal".


Foi contratado pelo Sporting Clube de Portugal na temporada 1994/95, com a difícil tarefa de fazer esquecer Luís Figo, e acabou por ele também conquistar o seu lugar na história do clube. A sua técnica invejável, e capacidade de passe extraordinária, fizeram com que ganhasse logo um lugar no coração dos adeptos leoninos, isto apesar de por vezes fazê-los perder a paciência, com a sua lentidão e forma de estar dentro de campo.

Pedro Vagarosa, ou Pastelão tecnicismo, foram algumas das alcunhas de que foi alvo. Mas foram vários os jogos em que foi decisivo para o sucesso do clube, e na histórica caminhada europeia de 2005, foi uma das suas principais figuras, decidindo alguns jogos fulcrais para a chegada à final da competição.

Foi campeão por 2 vezes, venceu uma Taça de Portugal e duas Supertaças, tornou-se capitão e foi-o durante anos, sendo um símbolo dentro e fora de campo. As suas exibições no mítico campeonato de 1999/2000, onde quebrámos o jejum, fizeram com que conquistasse o seu lugar na história dos leões, já que foi um dos principais jogadores na equipa que deu tanta alegria aos sportinguistas.


Um maestro sem sombra de dúvidas, tive um recorte de jornal no meu dossier, que mostrava a sua garra em serviço do Sporting, isto mesmo quando sabia que por vezes, podia estar ali a arrastar-se dentro de campo. Para mim isso era o menos, desde que ele resolvesse o jogo, tudo ficaria bem.

Pela selecção, via-se tapado por jogadores de grande qualidade, o que não impediu de dar o seu contributo ao nosso país, contabilizando 22 internacionalizações, onde marcou 5 golos. Fez parte da equipa que disputou o Euro 96, apesar de ter sido pouco utilizado, e também foi ao Mundial de 2002, onde não foi usado em nenhum jogo.

Isso fez com que abandonasse a selecção, e quanto ao clube, deixou-o na temporada de 2004/05, criticando o rumo que o clube seguia, especialmente incisivo sobre o treinador José Peseiro. Pouco tempo depois assumiu o papel de director desportivo no clube, quando este foi a eleições e Dias da Cunha abandonou a presidência.

Um jogador cheio de classe, que passou ao lado de uma excelente carreira.